Indústria: a geração de nova capacidade de produção
Indústria: a geração de nova capacidade de produção
por Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi)
01/06/2010
Leia, na íntegra, material produzido pelo Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial (Iedi)
Segundo dados divulgados pelo IBGE, a produção industrial registrou variação negativa de 0,7% em abril frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após ter apresentado avanço de 3,4% em março. Na comparação com abril de 2009, a indústria assinalou alta de 17,4%. A indústria acumulou acréscimo de 18% no primeiro quadrimestre do ano em comparação ao mesmo período de 2009. O indicador acumulado dos últimos doze meses (2,3%) frente a igual período imediatamente anterior apresenta a primeira variação positiva desde janeiro de 2009.
Conheça outras análises macroeconômicas no portal do Iedi.
Por categoria de uso, somente a produção de bens semiduráveis e não duráveis assinalou taxa negativa de variação (1,1%). A produção de bens de capital registrou crescimento de 3,9%, a maior dentre as categorias. A produção de bens de intermediários apresentou crescimento de 0,9% em abril e a categoria de bens duráveis, avanço de somente 0,5%.
Em relação a abril do ano passado, os índices foram positivos para todas as categorias de uso, com bens de capital (36,3%) registrando ritmo de expansão bem superior ao da indústria geral (17,4%). Esse resultado foi sustentado pelos índices positivos em quase todos os seus subsetores, com destaque para bens de capital para equipamentos de transporte (35,0%), bens de capital para construção (208,5%) e bens de capital para uso misto (34,0%). Vale destacar, também, o desempenho positivo de bens de capital para fins industriais (34,2%), que assinalou nesse mês a taxa mais elevada da série histórica. O segmento de bens de consumo duráveis (20,9%), que também ficou com avanço acima da média da indústria, mostrou o sétimo resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, impulsionado pelas pressões positivas vindas dos itens eletrodomésticos (47,9%), tanto os da “linha branca” (36,4%) como os da “linha marrom” (82,4%), automóveis (12,1%) e telefones celulares (10,1%).
No acumulado do ano até abril, houve crescimento de 18% da produção industrial, sendo que todas as categorias apresentaram alta. O maior crescimento foi na categoria de bens de capital, com avanço de 29% frente ao primeiro quadrimestre de 2009. Em seguida, estão os bens de consumo duráveis (26,4%), os bens intermediários (19,2%) e os bens de consumo semi e não duráveis (8,8%). No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em abril, por sua vez, a tendência de melhora dos índices foi mantida: bens de consumo duráveis e semi e não duráveis tiveram suas produções aumentadas em 8,8% e 2,0%, respectivamente. Os bens intermediários registraram variação positiva de 2,2%. A categoria de bens de capital, após cair 8,4% em março, registrou recuo menos intenso, de 3,6%, no mês seguinte.
Setorialmente, na comparação com abril de 2009, foi observada alta em vinte e cinco das vinte e sete atividades e 73% dos produtos pesquisados. Entre os setores, as maiores influências positivas sobre a taxa global vieram, por ordem de importância, de veículos automotores (32,2%) e de máquinas e equipamentos (47,8%), ambos impulsionados pelos índices positivos em mais de 80% dos produtos investigados nos respectivos setores. Também merecem destaque os avanços de dois dígitos vindos de metalurgia básica (30,7%), outros produtos químicos (16,8%), produtos de metal (31,4%) e indústrias extrativas (17,4%). Nesses ramos, sobressaíram os itens: automóveis e caminhões; refrigeradores e carregadoras-transportadoras; lingotes, blocos tarugos e placas de aço; herbicidas e tintas e vernizes para construção; partes e peças para bens de capital; e minérios de ferro. Por outro lado, as duas atividades que mostraram queda na produção frente a abril de 2009 foram fumo (–19,6%) e outros equipamentos de transporte (–2,1%), pressionados pela menor fabricação de fumo processado, no primeiro ramo, e aviões no segundo.
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2010, o crescimento de 18% na produção industrial total deveu-se, em grande parte a contribuição do setor máquinas e equipamentos (43,5%) e veículos automotores (36,4%). Além disso, é importante destacar a contribuição de outros produtos de metal (39,9%) e metalurgia básica (34,1%). Por outro lado, a pressão negativa mais significativa veio do setor de fumo (–12,2%).
Fonte:
http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=68772
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por Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi)
01/06/2010
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Segundo dados divulgados pelo IBGE, a produção industrial registrou variação negativa de 0,7% em abril frente ao mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, após ter apresentado avanço de 3,4% em março. Na comparação com abril de 2009, a indústria assinalou alta de 17,4%. A indústria acumulou acréscimo de 18% no primeiro quadrimestre do ano em comparação ao mesmo período de 2009. O indicador acumulado dos últimos doze meses (2,3%) frente a igual período imediatamente anterior apresenta a primeira variação positiva desde janeiro de 2009.
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Por categoria de uso, somente a produção de bens semiduráveis e não duráveis assinalou taxa negativa de variação (1,1%). A produção de bens de capital registrou crescimento de 3,9%, a maior dentre as categorias. A produção de bens de intermediários apresentou crescimento de 0,9% em abril e a categoria de bens duráveis, avanço de somente 0,5%.
Em relação a abril do ano passado, os índices foram positivos para todas as categorias de uso, com bens de capital (36,3%) registrando ritmo de expansão bem superior ao da indústria geral (17,4%). Esse resultado foi sustentado pelos índices positivos em quase todos os seus subsetores, com destaque para bens de capital para equipamentos de transporte (35,0%), bens de capital para construção (208,5%) e bens de capital para uso misto (34,0%). Vale destacar, também, o desempenho positivo de bens de capital para fins industriais (34,2%), que assinalou nesse mês a taxa mais elevada da série histórica. O segmento de bens de consumo duráveis (20,9%), que também ficou com avanço acima da média da indústria, mostrou o sétimo resultado positivo consecutivo nesse tipo de comparação, impulsionado pelas pressões positivas vindas dos itens eletrodomésticos (47,9%), tanto os da “linha branca” (36,4%) como os da “linha marrom” (82,4%), automóveis (12,1%) e telefones celulares (10,1%).
No acumulado do ano até abril, houve crescimento de 18% da produção industrial, sendo que todas as categorias apresentaram alta. O maior crescimento foi na categoria de bens de capital, com avanço de 29% frente ao primeiro quadrimestre de 2009. Em seguida, estão os bens de consumo duráveis (26,4%), os bens intermediários (19,2%) e os bens de consumo semi e não duráveis (8,8%). No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em abril, por sua vez, a tendência de melhora dos índices foi mantida: bens de consumo duráveis e semi e não duráveis tiveram suas produções aumentadas em 8,8% e 2,0%, respectivamente. Os bens intermediários registraram variação positiva de 2,2%. A categoria de bens de capital, após cair 8,4% em março, registrou recuo menos intenso, de 3,6%, no mês seguinte.
Setorialmente, na comparação com abril de 2009, foi observada alta em vinte e cinco das vinte e sete atividades e 73% dos produtos pesquisados. Entre os setores, as maiores influências positivas sobre a taxa global vieram, por ordem de importância, de veículos automotores (32,2%) e de máquinas e equipamentos (47,8%), ambos impulsionados pelos índices positivos em mais de 80% dos produtos investigados nos respectivos setores. Também merecem destaque os avanços de dois dígitos vindos de metalurgia básica (30,7%), outros produtos químicos (16,8%), produtos de metal (31,4%) e indústrias extrativas (17,4%). Nesses ramos, sobressaíram os itens: automóveis e caminhões; refrigeradores e carregadoras-transportadoras; lingotes, blocos tarugos e placas de aço; herbicidas e tintas e vernizes para construção; partes e peças para bens de capital; e minérios de ferro. Por outro lado, as duas atividades que mostraram queda na produção frente a abril de 2009 foram fumo (–19,6%) e outros equipamentos de transporte (–2,1%), pressionados pela menor fabricação de fumo processado, no primeiro ramo, e aviões no segundo.
No acumulado do primeiro quadrimestre de 2010, o crescimento de 18% na produção industrial total deveu-se, em grande parte a contribuição do setor máquinas e equipamentos (43,5%) e veículos automotores (36,4%). Além disso, é importante destacar a contribuição de outros produtos de metal (39,9%) e metalurgia básica (34,1%). Por outro lado, a pressão negativa mais significativa veio do setor de fumo (–12,2%).
Fonte:
http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=68772
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