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Planejamento Empresarial e Negócios Administrativos

                    

Indústria: muito maior equilíbrio

por Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi)
02/07/2010

Leia, na íntegra, material produzido pelo Instituto de Estudos para Desenvolvimento Industrial (Iedi).

Fonte:
http://www.financialweb.com.br/noticias/index.asp?cod=69692


Segundo dados divulgados pelo IBGE, em maio de 2010, a produção industrial repetiu o patamar de abril, após ter interrompido uma sequência de resultados positivos iniciada em dezembro de 2009, na série livre de influências sazonais, em abril (-0,8%). Frente a maio de 2009, houve crescimento de 14,8%. Assim, o indicador acumulado entre janeiro e maio de 2010 registrou expansão de dois dígitos (17,3%). Já o acumulado dos últimos 12 meses até maio (4,5%) foi o resultado mais elevado desde novembro de 2008 (4,8%), e avançou 2,2 pontos percentuais frente a abril (2,3%).

Na comparação com abril, o setor de bens de capital (+1,2%) registrou maior ritmo de crescimento e aumentou a sequência de taxas positivas (14 meses), com expansão de 42,5% nesse período. Os segmentos de bens intermediários e bens de consumo duráveis praticamente repetiram o patamar do mês anterior, ambos com variação positiva de 0,1%. Já o setor de bens de consumo semi e não duráveis, com queda de 0,9%, registrou recuo pelo segundo mês seguido – perda de 2,2% no período.


Ainda entre as categorias de uso, na comparação com maio de 2009, bens de capital obteve o crescimento mais elevado (+38,5%), sustentado pelos avanços na produção de todos os seus grupamentos, com exceção de bens de capital para energia elétrica (queda de 0,8%). Os destaques positivos ficaram com bens de capital para transporte (+34,2%) e para uso misto (+46,7%), principalmente devido aos itens caminhão-trator e caminhões, no primeiro grupamento; e equipamentos para telefonia e produtos de informática, no segundo; seguidos por bens de capital para construção (+154,7%), para uso industrial (+33,6%) e agrícola (+51,2%).

A produção de bens de consumo duráveis cresceu 15,4% influenciada sobretudo pela maior produção de eletrodomésticos (+36,4%), seja os da “linha marrom” (+91,8%) ou da “linha branca” (+20,9%); e de automóveis (+12,0%). Por outro lado, houve queda no item telefones celulares (-11,9%), revertendo quatro meses consecutivos de crescimento nesse tipo de comparação.

Ainda na comparação com maio de 2009, bens de consumo semi e não duráveis (+5,1%) teve o acréscimo mais moderado entre as categorias de uso, com alimentos e bebidas elaborados para consumo doméstico (+8,5%), semiduráveis (+14,4%) e outros não duráveis (+1,8%) gerando impactos positivos, impulsionados pelos itens cervejas, chope e refrigerantes, no primeiro subsetor; calçados de couro, no segundo; e medicamentos e revistas no terceiro. A única pressão negativa decorreu do grupamento de carburantes (-3,4%), em grande parte devido ao recuo na fabricação de gasolina.

O acumulado entre janeiro e maio de 2010, comparado ao mesmo período do ano passado, registrou alta de 17,3% no índice global, com crescimento em 25 setores e cerca de 78% dos produtos pesquisados. Veículos automotores (+34,7%) permaneceu com o maior impacto positivo sobre a média global, devido à expansão em 96% dos produtos investigados no setor; seguido por máquinas e equipamentos (+42,5%), metalurgia básica (+33,1%) e outros produtos químicos (+22,1%). Em termos de produtos, os destaques foram automóveis, caminhão-trator e caminhões; refrigeradores, fornos microondas, aparelhos carregadoras-transportadoras e compressores; lingotes, blocos e tarugos de aço ao carbono e bobinas a frio de aços ao carbono; e herbicidas e tintas e vernizes para construção. Os dois setores com resultados negativos na formação do índice geral foram outros equipamentos de transportes (-7,3%) e fumo (-11,4%).

Na mesma comparação, bens de capital (+30,6%) ficou com a taxa positiva mais elevada, seguido por bens de consumo duráveis (+23,8%) e bens intermediários (+18,5%), todas com altas mais elevadas que a média global (+17,3%). Por outro lado, o segmento de bens de consumo semi e não duráveis (+7,8%) registrou o crescimento mais moderado.

Setores. Entre abril e maio, houve expansão da produção em 16 atividades e recuo em 11. Dentre as taxas positivas, os principais impactos vieram de bebidas (+4,8%), material eletrônico e equipamentos de comunicações (+6,1%), veículos automotores (+1,4%), máquinas para escritório e equipamentos de informática (+5,7%), minerais não metálicos (+1,9%) e celulose e papel (+1,7%). Por outro lado, as maiores pressões negativas decorreram de refino de petróleo e produção de álcool (-4,6%), influenciado por paralisações técnicas programadas em refinarias do setor; alimentos (-1,7%), após acumular crescimento de 8,3% nos últimos quatro meses; farmacêutica (-4,6%) e produtos de metal (-3,0%).

Na comparação com maio de 2009, a maioria (23) das 27 atividades pesquisadas registrou avanço na produção. As com maior impacto sobre o índice global, por ordem de importância, foram: veículos automotores (+29,0%), máquinas e equipamentos (+39,1%), metalurgia básica (+29,5%), produtos de metal (+33,1%), indústrias extrativas (+15,7%), alimentos (+6,7%) e outros produtos químicos (+12,8%). Nestes ramos, os produtos com maior influência foram, respectivamente: automóveis, caminhão-trator e caminhões; refrigeradores, aparelhos carregadoras-transportadoras e compressores; lingotes, blocos, tarugos e placas de aço ao carbono; partes e peças para bens de capital; minérios de ferro; açúcar cristal e sucos de laranja; e herbicidas e tintas e vernizes para construção. Das quatro atividades com queda na comparação, farmacêutica (-4,5%) e fumo (-9,2%) foram as que mais pressionaram a média global negativamente.



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